quarta-feira, 4 de abril de 2012

O abandono da mulher

O abandono da mulher


by O. Braga

«When a man says to a woman “you are free” he is at the same time saying “you are on your own.” Women’s liberation equals male abandonment. From the man’s point of view the purpose of liberating women is precisely to enable and justify abandoning women.»



via The Thinking Housewife › Women’s Liberation Isn’t Liberating.



A descoberta deste blogue foi uma agradável surpresa, não porque eu esteja convencido de que as mulheres, em geral, não pensem como a autora do blogue; mas antes porque, hoje, é raro acontecer que a mulher diga o que pensa fazendo pleno uso da lógica. Aliás, o ostracização da lógica é hoje comum ao homem e à mulher.





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«Quando um homem diz a uma mulher: “és livre”, ele está simultaneamente a dizer que “estás por tua conta”. A libertação da mulher significa o seu abandono por parte do homem. Do ponto de vista do homem, o sentido da libertação da mulher é precisamente o de permitir e justificar o abandono da mulher.»



Assistimos, hoje, a um choque de civilizações entre a cultura islâmica e a cultura ocidental. Na primeira, a mulher é, de facto, oprimida; na segunda, o homem diz à mulher: “és livre!”.



Os verdadeiros machistas da actualidade são homens de Esquerda e os libertários de direita: são os que dizem à mulher: “és livre”, para que se possa, assim, justificar culturalmente o abandono da mulher.

E por isso é que existe o “choque de civilizações”, porque ambas as “civilizações” estão erradas; de facto, não podemos sequer falar, num e noutro caso, de “civilizações”: são dois tipos diferentes de barbárie. Bastaria que uma das duas “civilizações” estivesse correcta para que deixasse de existir um “choque de civilizações”, porque a barbárie tende naturalmente a submeter-se à civilização propriamente dita.



Se quando o homem diz à mulher: “és livre”, e se o sentido da “liberdade da mulher” é o abandono da mulher por parte do homem, em consequência são as crianças que são abandonadas pela mulher. Quebra-se, assim, o elo de ligação natural entre o homem, a mulher e as crianças.



Por isto é que a Esquerda — e os libertários de direita —, ou seja, as elites, estão profundamente errados quando defendem a “libertação da mulher”: o que a Esquerda realmente defende é o abandono da mulher por parte do homem. Este abandono da mulher e das crianças, por parte do homem, está bem patente na lei do “divórcio unilateral e na hora” que tem que ser urgentemente revista.



A Esquerda tem que compreender, de uma vez por todas, que não vivemos em uma sociedade tribal como a dos Tobriandeses, ou coisa do género; ou na sociedade dos Nuer, em que o irmão mais velho da mãe tem um lugar mais importante do que o do pai; ou em outras culturas tribais e primitivas onde determinados homens são temporariamente considerados mulheres, ou determinadas mulheres, homens.



Nestas sociedades primitivas e de pequena escala, a lei do grupo sobrepõe-se à família nuclear. As funções do grupo, seus códigos e estatutos estão em primeiro plano. O indivíduo apaga-se diante dos sistemas formados pela tribo. Nessas sociedades primitivas, as relações são nitidamente menos individualizadas e menos personalizadas.



A família dita “nuclear” não é um acidente da História; ela é largamente maioritária através das civilizações. O triângulo mãe / pai / filho foi um avanço cultural — ou uma “diferenciação cultural”, na terminologia de Mircea Eliade.



Por isso, existe uma contradição intrínseca na Esquerda quando esta defende, por um lado, a dita “libertação da mulher” — que pressupõe a valorização do indivíduo feminino — e, por outro lado, desliga a mulher da família nuclear e natural — fazendo impor a supremacia da lei do grupo.



É por isso que eu digo que os verdadeiros machistas da actualidade são homens de Esquerda e os libertários de direita: são os que dizem à mulher: “és livre”, para que se possa, assim, justificar culturalmente o abandono da mulher.

O. Braga
Segunda-feira, 2 Abril 2012 at 6:03 pm
Tags: mulher
Categorias: ética, cultura, feminismo, politicamente correcto, Sociedade
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Divulgação:  http://cultura-calvinista.blogspot.com/

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